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Arquitetura da informação

25 de julho de 2018 Categoria: Futuro, Marketing Digital, Sites, Tecnologia

mktdigital

Seu site é fácil de usar? É bem estruturado, relevante? As respostas dependem da arquitetura da informação.

“A arquitetura da informação é a prática de decidir como organizar as partes de alguma coisa de modo a torná-la compreensível.”

Se formos desenvolver essa descrição, podemos dizer que a arquitetura da informação tem a função de auxiliar as pessoas a encontrar o que elas estão procurando. Seja em objetos ou locais, físicos ou digitais, ela também possui a finalidade de tornar claro o contexto em que o indivíduo ou usuário está.

Vamos exemplificar

Se você for a um supermercado pela primeira vez e quiser saber onde ficam os chocolates, provavelmente vai procurar por uma placa que indica a seção de doces e sobremesas. Da mesma forma, se quiser consultar os ingredientes de um produto, é de se esperar que consiga encontrar essa informação com facilidade na embalagem.

O mesmo vale para o mundo digital — basta adaptar o conceito para softwares, aplicativos, sites, blogs etc. É fundamental que eles contenham as informações em uma estrutura facilmente compreensível, que siga uma lógica simples e que leve em consideração as possibilidades de interação. Ou seja, quando pensamos em hierarquias, categorias e outros elementos que favoreçam a navegação e descompliquem a busca por aquilo que estamos procurando, estamos nos referindo à arquitetura da informação.

Por que a arquitetura da informação é importante?

Segundo Steve Krug, autor de “Não Me Faça Pensar”, existem 4 perguntas que o usuário precisa conseguir responder rapidamente assim que entra em um site:

O que é isto?
O que eles têm por aqui?
O que posso fazer aqui?
Por que devo estar aqui e não em outro site?

É aí que está uma das maiores vantagens da arquitetura da informação. No contexto de artefatos digitais, ela possibilita o desenvolvimento de produtos e serviços orientados a oferecer qualidade tanto na navegação quanto na usabilidade.

É algo que demanda esforço para construir, mas que permite às empresas economizar tempo e dinheiro com a resolução de problemas como dificuldades em entender o que é possível fazer dentro de um site ou não saber o que fazer a seguir diante de determinada tela.

São contratempos que eventualmente vão ocorrer, caso não haja um cuidado com a arquitetura da informação e o que é pior: enquanto não forem solucionados, eles certamente vão causar frustração para a sua audiência.

Os três pilares

No livro que é um dos guias definitivos sobre arquitetura da informação — “Information Architecture for the World Wide Web” —, os autores apresentam esse campo como o relacionamento entre os seguintes pilares:

Conteúdo

  • Textos, imagens, gráficos, conteúdo em áudio etc.;
  • Mapeamento das páginas ou telas;
  • Estrutura;
  • Taxonomia;
  • Volume de informações.

Usuários

  • Persona;
  • Necessidades;
  • Comportamento de busca pela informação;
  • Experiência de uso;
  • Tarefas que pretende executar na sua aplicação.

Contexto

  • Modelo de negócios;
  • Objetivos do projeto;
  • Tecnologias e metodologias de desenvolvimento;
  • Recursos (capital, pessoas, equipamentos, entre outros);
  • Restrições.

Essa ideia de que a arquitetura da informação se dá pela interseção desses 3 conceitos recebe o nome de ecologia da informação e representa um ambiente de interdependência, que será diferente de negócio para negócio.

Sendo assim, para que a arquitetura da informação seja de fato útil, é preciso desenvolver um conteúdo com atenção aos usuários e ao contexto em que eles, a empresa e o projeto se encontram.

Fonte: Marketing de Conteúdo | Endeavor Brasil